Cuidados no dia a dia
Como lidar com a disfagia
Depois da avaliação, o desafio é transformar a orientação profissional em uma rotina que funcione. Alimentação, hidratação, medicamentos, preferências e mudanças ao longo do tempo precisam ser acompanhados de forma organizada.

Lidar com a disfagia não significa encontrar uma solução única. Significa entender o plano definido para aquela pessoa e conseguir reproduzi-lo na rotina. [1][2]
Ter uma orientação clara
Quando aplicável, a pessoa e quem participa do cuidado precisam saber quais texturas ou consistências foram indicadas, como preparar e conferir, como administrar medicamentos, quais estratégias foram orientadas e quando procurar reavaliação.
Observar o que realmente acontece
O que foi preparado e oferecido não é necessariamente o que foi consumido. Vale observar se a pessoa está conseguindo manter alimentação e hidratação, se as refeições ficaram mais demoradas, se existe cansaço, recusa ou mudança na aceitação e se surgiram novas dificuldades. [1]
Alimentação e hidratação precisam ser consideradas separadamente
Uma pessoa pode receber uma orientação para bebidas e outra para alimentos. A consistência indicada para uma categoria não deve ser automaticamente transferida para outra. O IDDSI ajuda a descrever essas características de forma padronizada. [3]
Medicamentos também fazem parte do plano
Dificuldade para engolir comprimidos ou cápsulas deve ser comunicada à equipe. Nem todo medicamento pode ser partido, triturado ou aberto. A forma de administração precisa considerar o medicamento específico e a deglutição da pessoa.
Preservar participação e escolhas
Sempre que possível, a pessoa deve participar das decisões que mudam sua alimentação, hidratação, medicamentos e rotina. Preferências não substituem avaliação clínica, mas ajudam a escolher entre alternativas adequadas.
Reavaliar quando a situação muda
Uma orientação não precisa ser tratada como permanente quando o quadro mudou. Novas dificuldades, redução importante da ingestão, piora da aceitação ou mudança clínica devem ser comunicadas aos profissionais que acompanham a pessoa. [1][2]
Fontes e referências
- [1] American Speech-Language-Hearing Association. Adult Dysphagia, Practice Portal. https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/adult-dysphagia/
- [2] Conselho Federal de Fonoaudiologia. Resolução CFFa nº 719/2023. https://fonoaudiologia.org.br/resolucoes/resolucoes_html/CFFa_N_719_23.htm
- [3] International Dysphagia Diet Standardisation Initiative. IDDSI Framework e métodos de teste. https://www.iddsi.org/
Informação educativa não substitui avaliação profissional.

