Home›Cuidados no dia a dia›Alimentação e texturas na disfagia

Alimentação e texturas na disfagia

A disfagia pode trazer a necessidade de adaptar características dos alimentos, como textura, consistência, maciez, tamanho dos pedaços e umidade. Essas mudanças devem responder às necessidades de deglutição sem deixar de considerar nutrição, aceitação e rotina.

Tempo de leitura: 3 min
Ilustração editorial sobre alimentação e diferentes texturas

A disfagia pode tornar determinados alimentos mais difíceis de mastigar, controlar na boca ou engolir.

Por isso, em alguns casos, pode ser necessário modificar características da alimentação, como textura, maciez, tamanho dos pedaços, umidade ou consistência da preparação.

Isso não significa transformar toda a alimentação em uma preparação pastosa. A adaptação depende do que foi identificado na avaliação da deglutição e das necessidades daquela pessoa. [1]

A adaptação dos alimentos

Dependendo da orientação recebida, um alimento pode precisar ficar mais macio, mais úmido, ser cortado em pedaços menores, moído, amassado, pastoso ou liquidificado.

As texturas irão variar conforme a necessidade de cada pessoa.

Também não basta processar um alimento e considerar que ele está automaticamente adequado. A preparação precisa apresentar as características correspondentes à orientação recebida.

IDDSI e as texturas dos alimentos

O IDDSI também classifica alimentos. Nos alimentos, o sistema utiliza principalmente os níveis 3 a 7 e apresenta descritores e métodos de teste para características como maciez, tamanho e comportamento da preparação. [2]

O número não indica a gravidade da disfagia. Ele descreve características do alimento. A definição do que uma pessoa deve consumir depende da avaliação individual.

O preparo no dia a dia

Uma orientação precisa chegar à cozinha de forma clara. Se o alimento precisa ser macio, picado ou úmido, quem prepara precisa entender como chegar à característica indicada. Os métodos do IDDSI podem ajudar a conferir a preparação. [2]

Algumas preparações combinam sólido e líquido, como sopas com pedaços. Nessas situações, a orientação precisa explicar como a preparação deve ser oferecida, porque uma descrição genérica pode não representar suas características.

Nutrição, sabor e aceitação

Modificar a textura resolve apenas uma parte da alimentação. A pessoa continua precisando de energia, proteínas, vitaminas, minerais e outros nutrientes.

Estudos mostram que pessoas que utilizam dietas com textura modificada podem apresentar ingestão inadequada em alguns contextos. Isso não significa que a textura modificada cause desnutrição. Significa que textura e nutrição precisam ser consideradas juntas. [3][4]

Sabor, aroma, temperatura, aparência, variedade, hábitos e preferências também fazem parte da experiência de uma refeição. Sempre que for possível dentro da orientação clínica, essas características devem ser consideradas. [1]

A orientação pode mudar

A deglutição pode mudar com evolução clínica, tratamento, recuperação ou progressão de uma doença. Quando a situação muda, pode ser necessária nova avaliação. [1]

Fontes e referências

Informação educativa não substitui avaliação profissional.